Encontrando a Vida nos espaços da vida.

A alma e a pena

Um pequeno e singelo poema pra alimentar um lado negligenciado da alma.

VIVER EM CORES

Às vezes sou azul,
E talvez esteja ácido.
Em outro tempo sou verde
E calidamente recebo um amigo
Hoje posso estar amarelo e quem sabe
Meu sorriso não lhe traga ânimo?
Pois nos meus dias vermelhos
Tempestade de sensações
Se forma dentro de mim
Misturando cores…

Ah, Pai! Eu queria mesmo ser branco
Qual tela que anseia por tuas cores
Por teu habilidoso pincel
Obra que honre teu nome.
Ou como o papel que se queima
Das palavras flamejantes do Poeta
Peça que fale de Ti
Em cada ato a correr…

Por hora descanso no saber
Que na cor que eu estiver
Teu amor se faz perto
(Sussurro em brisa)
Conduzindo-me à candura
Que em Teu reino sempre serei

Ou quem sabe ainda
Tal qual furta-cor
Reluzirei as tuas
Verdadeiramente vivas,
Belas e reais
Eternamente em cores…

(por mim mesmo)

“A necessidade desesperada de hoje não é a  de um número maior  de pessoas inteligentes nem talentosas, mas de pessoas com profundidade”. (Richard Foster – Celebração da Disciplina)

Minha homenagem aos homens e às mulheres que encontraram novo significado para suas vidas à luz do evangelho de Cristo. Elas, com suas vidas, inspiram outros a seguirem os mandamentos de Jesus Cristo. Eles só se tornaram o que foram porque resolveram seguir, profundamente, a Cristo, mediante o poder do Espírito. Soli Deo gloria!

Sei que hoje há outros como eles e elas foram, uns bem conhecidos, outros no anonimato perante as lentes da mídia. Que estes, no passado e no presente, nos mostrem que vale a pena amar uns aos outros como ele nos amou.

Cruz vazada. Ele morreu, mas ressuscitou!

Cruz vazada. Ele morreu, mas ressuscitou!

Quer ver!? Eu recomendo.

A ÚLTIMA DAS GUERRAS

Um filme baseado em fatos (reais, para quem gosta do pleonasmo) que cercam a estória de um grupo de soldados durante o auge da 2ª Guerra Mundial. Esse grupo bastante heterogêneo torna-se prisioneiro do exército japonês e são forçados a construir uma ferrovia na selva da Birmânia.

O filme chama a atenção quanto às diferentes reações do grupo diante de seus captores e da nova situação em que estão inseridos. Destaco a criação da “Faculdade das Selvas” pelos prisioneiros. É um filme que apresenta o poder de ser diferente, de oferecer a outra face, da amizade e do companheirismo e o poder do perdão. Possui cenas bastantes fortes e cativantes. Vale a pena assistir, refletir e comentar.

Veja abaixo o trailer e algumas informações técnicas.

Informações Técnicas
Título no Brasil: A Última Das Guerras
Título Original: To End All Wars
País de Origem: EUA / Tailândia / Reino Unido
Gênero: Guerra
Tempo de Duração: 117 minutos
Ano de Lançamento: 2001
Site Oficial: http://www.toendallwarsmovie.com
Estúdio/Distrib.: Flashstar
Direção: David L. Cunningham

Elenco
Ciarán McMenamin … Capt. Ernest ‘Ernie’ Gordon
Robert Carlyle … Maj. Ian Campbell
Kiefer Sutherland … Lt. Jim ‘Yankee’ Reardon
Mark Strong … Dusty Miller
Yugo Saso … Takashi Nagase
Sakae Kimura … Sgt. Ito
James Cosmo … Lt. Col. Stuart McLean
Masayuki Yui … Capt. Noguchi
John Gregg … Camp Doctor Coates
Shu Nakajima … Nagatomo
Greg Ellis … Sgt. Roger Primrose
Pip Torrens … Lt. Foxworth
James McCarthy … Norman
Brendan Cowell … Wallace Hamilton
Winton Nicholson … Duncan

…”O GUIA DO MOCHILEIRO DAS GALÁXIAS” VOL 1 e 2.

O-Guia-do-Mochileiro-das-GalaxiasO restaurante no Fim do Universo

Apesar do fato de Douglas Adams ter sido ateu, ele escreve algumas coisas com bastante propriedade nessa história de ficção científica que parte do fato da demolição da Terra para a construção de uma via hiperespacial. Somente dois terráqueos escapam dessa tragédia, os ingleses Arthur Dent e Tricia McMillan. Aquele com a ajuda de seu amigo extraterrestre Ford Prefect pegando uma carona, não autorizada, em uma nave vogon (embora um vogon jamais autorizasse uma carona, esse fato os desagradou muito); Tricia, ou melhor Trillian havia deixado a Terra um tempo antes com Zaphod Beeblebrox, o egocêntrico presidente da Galáxia.

O volume 1 trata do início das desventuras (ou aventuras, se preferir, mas Marvin descordaria) de Arthur e a busca por Magrathea e o sentido da vida, do universo e tudo o mais. O volume 2 leva o leitor a uma viagem non-sense até o Restaurante no Fim do Universo e mais além (ou seria mais aquém?).

Pra quem gosta do gênero é um prato cheio, pois une à ficção uma boa dose do humor inglês e de crítica ao comportamento humano (que, por sinal, é muito semelhante a de outros seres do Universo) e às instituições, principalmente as de cunho político. O único problema são os “ataques” desnecessários à fé cristã em certas partes do livro, mas um bom leitor saberá relevar essas trivialidades e perceberá a sede pelo sentido da vida que se esconde no autor. Tomara que ele tenha reconhecido o Autor da vida ao final de tudo. Afinal, o sentido de uma obra reside, primordial e essencialmente, na pessoa que a projetou.

Bom proveito!

a-etica-na-construcao

Todas as coisas que conhecemos parecem ter um começo: uma casa começa por seus fundamentos, ou melhor, no sonho-projeto de alguém; uma pessoa tem seu início em duas células que se fundem formando outra com um poder de multiplicação e diferenciação celular incríveis; este blog também está tendo o seu princípio enquanto digito esse texto, e até antes, quando sua idéia surgiu na mente. Até mesmo o mundo e o universo têm suas origens e, quando analisamos a coisa toda, chegamos a uma observação interessante:  uma entidade qualquer já existente parece sempre se originar de outra preexistente, de outra forma pode-se afirmar que todo efeito tem uma causa.

Tomás de Aquino, um dos maiores teólogos do século13, refletindo sobre essa constatação, disse que podemos encontrar aí uma prova racional da existência de Deus. Argumenta ele que, se todo efeito A possui uma causa A1 e, conforme podemos constatar, A1 é efeito de uma causa B que também é efeito de B1, haveríamos de regredir infinitamente nessa trajetória o que, de certa forma, seria incompreensível e, possivelmente, ilógico, pois teríamos de ter uma causa primordial que não foi provocada por nenhuma outra.

Deixe-me exemplificar tomando a ideia da casa, citado no início do texto. A casa de uma pessoa é o efeito “final” de uma série de procedimentos técnico-operacionais que inclui: estruturar o fundamento, levantar os alicerces, fazer a massa, levantar as paredes, prover os meios para condução de energia elétrica, água e esgoto na casa e fazer os acabamentos (pintura, azulejar etc.). Essas atividades são a causa, o motivo da casa existir. No entanto, se pensarmos um pouco mais, perceberemos que todas essas tarefas são resultado do planejamento de pessoas interessadas na construção da casa. Alguém, de alguma forma, tinha em mente o queria fazer e, compartilhando esse projeto com um grupo de pessoas, pode transpor a idéia-projeto para sua execução e concretização. Mas porque esse projeto teve de existir? Chegamos então a necessidade do indivíduo de ter uma casa, um refúgio, que, embora tenha nuances diferentes em cada pessoa, é, em todos os casos, a mola propulsora da elaboração do projeto.

Percebeu? Da casa passamos para a obra, fomos para o projeto e chegamos à necessidade. E podemos continuar de ambos os lados da história: a casa pode se tornar uma das causas de um lar e, na outra ponta podemos nos perguntar de onde se origina essa necessidade. Uma causa torna-se o efeito de outra antes dela da mesma forma que um efeito pode vir a ser a causa de outro posterior a ele. Tal progressão (ou regressão) tenderia ser ad infinitum, por isso, Tomás de Aquino ponderou que deve haver algo que não foi causado por nada e que seja a origem de todas as outras causas. Essa causa não pode ser simplesmente uma força, algo impessoal, por conta da ordem que existe no universo a despeito de todo caos que presumimos haver. Essa causa é Deus, pois somente um ser pessoal, perfeito, criativo, lógico, cognitivo e, sobretudo, relacional, poderia criar seres que assumem essas mesmas características em níveis distintos (e, inferiores) em relação a ele. Deus seria então a causa primordial, Aquele que não depende de nenhum outro pra existir e nem foi criado por nada, aquele que define a si mesmo como o EU SOU (YHWH, em hebraico). Antes de tudo e de todos, ele é.

Em contrapartida, poderíamos assumir as teorias científicas que explicam (ou se esforçam em explicar, ou ainda, em entender) a origem do universo. A mais conhecida de todas seria a do Big Bang afirmando que o universo, em todas as suas dimensões, se originou de um amontoado de partículas diversas, dentre as quais, a de luz, que, em suas colisões, se criavam e se destruíam o tempo todo. Essas partículas teriam origem em forças distintas conforme a abordagem da Teoria das Cordas. Pra encurtar a história, em um dado momento, essa “sopa” de partículas, que estava a uma temperatura absurdamente elevada, teria esfriado permitindo o surgimento de átomos simples (hidrogênio e hélio) dos quais se formaram nuvens de “poeira cósmica”, estrelas, galáxias e, posteriormente, os planetas. O nosso planeta teria surgido milhões de anos depois e, após ter-se esfriado, adquirindo condições ideais, teria permitido o surgimento da vida, por acaso, e, por obra da evolução, os seres primordiais tornaram-se cada vez mais complexos até atingir um ápice com a espécie humana.

E disse Deus...

E disse Deus...

Bem… não sou daqueles que chamam as teorias científicas de astúcias do demônio (embora eles sejam bem reais); nosso erro está em uma mania estranha: a de aceitar apenas uma única explicação como verdadeira e excluir completamente uma outra. Nesse caso, assumimos que, ou Deus criou o universo, ou o universo surgiu a partir do Big Bang e a vida por obra do acaso e da evolução. Por quê fazemos isso? Por que não podemos buscar uma posição conciliadora dizendo que Deus criou o universo a partir do Big Bang. Isso seria impossível pra Deus? Seria um insulto à ciência ou à humanidade? Afirmar positivamente ambas as coisas é estupidez. Limitaríamos o poder e a sabedoria de Deus que organizou todas as leis físicas, matemáticas, químicas e biológicas do universo? Quanto à ciência, se admitirmos, por exemplo, que um computador foi criado por um ser pessoal e não por obra do acaso, ofendemos o computador ou ao conhecimento que deu base à sua construção? Essas seriam boas piadas se não causassem tanta confusão…

Ainda não conhecemos a força libertadora e o alívio em admitir a existência de Deus. E, partindo dessa confissão, experimentar um relacionamento pessoal com ele. Não sabemos o que estamos perdendo… Mas tudo, exceto Deus, há de ter um começo, inclusive, se você estiver pronto, a experiência de um relacionamento vivo e intenso com Ele. E para esse relacionamento precisamos de algo mais que a razão humana, precisamos de algo sobre-humano que nos ajude a conhecer este ser tão supremo, perfeito e complexo que é Deus. Carecemos da sua Palavra, que, dentre suas várias formas, assume duas que são peculiares: a Palavra Escrita e a Palavra Viva, Personificada. À primeira, damos o nome de Bíblia Sagrada ou Escrituras Sagradas; à segunda, conhecemos pelo nome de Jesus, o Cristo. As duas, de uma forma única e inigualável, nos permitem conhecer esse Deus em seu caráter e essência e, ainda, o seu sonho-projeto para a humanidade. Espero que você tenha coragem o suficiente para experimentá-las… Um novo começo lhe aguarda. Que Deus lhe abençoe!

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